segunda-feira, 2 de julho de 2012

CÉSAR GUERRA PEIXE

(Petrópolis 1914 - Rio de Janeiro 1993)


Guerra PeixeCésar Guerra-Peixe nasceu em Petrópolis (RJ) em 18 de março de 1914, de ascendência portuguesa. Aos sete anos já tocava violão, violino e piano de ouvido. Dos sete aos dez anos viajou por algumas localidades dos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, participando sempre de conjuntos típicos, cuja lembrança  parece haver ficado em sua memória.

Iniciou seus estudos de violino com o professor Gao Omacht, no Conservatório Santa Cecília de Petrópolis, no ano de 1925. Neste estabelecimento estudou também um pouco de piano e teoria musical. Mais tarde, na Escola Nacional de Música, estudou com Paulino d’Ambrósio. No período que vai de 1930 a 1933, compunha música de sabor popular, que instrumentava como podia, a fim de adquirir prática. Em 1934 transferiu-se definitivamente  para o Rio de Janeiro e fez parte de orquestras de salão em confeitarias, bares e cafés e, esporadicamente, em orquestras sinfônicas.

Em 1938 iniciou novos estudos de harmonia no curso particular com o professor Newton Pádua, ingressando depois no Conservatório Brasileiro de Música, no ano de 1943, onde fez cursos de aperfeiçoamento em composição, contra-ponto e fuga  com Newton Pádua e H. J. Koellreutter, que o introduziu na técnica dodecafônica.
Foi um dos fundadores do Grupo Música Viva, que abandonou em 1949, por ocasião de uma viagem à Recife, onde assistiu à diversas apresentações folclóricas; e tão impressionado ficou com o Maracatu, que, finalmente decidiu abandonar definitivamente o dodecafônismo, voltando a professar o nacionalismo musical. 
Teve sua Sinfonia n. 1 (1946) executada pela Orquestra da BBC de Londres. Mais tarde, seu Noneto foi regido por Hermann Scherchen, que o convidou para residir na Europa. Mas Guerra Peixe preferiu assinar contrato com uma emissora de rádio do Recife, como orquestrador e compositor, a fim de de poder estudar os aspectos menos divulgados do folclore nordestino. Ali  aprofundou suas pesquisas, colhendo temas, anotando ritmos, observando cada peça e reunindo conclusões que seriam publicadas, em 1956, em sua esplêndida obra Maracatus do Recife.
Realizou também pesquisas em São Paulo. Fixou residência no Rio de Janeiro a partir de 1962, tornando-se violinista da Orquestra Sinfônica Nacional e professor de composição do Seminário de Música Pró Arte. Lecionou também na Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais e na Escola de Música Villa-Lobos. Foi o criador da Escola Brasileira de Música Popular.  Faleceu no Rio de Janeiro em 26 de novembro de 1993.
Guerra Peixe é autor de obra vasta, abrangendo praticamente todos os gêneros musicais.Compôs duas sinfonias, uma das quais dodecafônica. Compôs ainda duas suítes sinfônicas, numerosas peças de música de câmara (Noneto, Trio 1945, Quarteto 1947), três peças para violão (Ponteio, Acalanto Choro) além de obras para flauta, violino, fagote, piano, etc.

Bibliografia:
Grande Enciclopédia Larousse Cultural



Guerra-Peixe, que também foi radialista criou uma música para ser a vinheta musical do seu programa em Recife-Pe. Depois este tema foi retrabalhado e ampliado nascendo assim a peça "Mourão" ,  tão conhecida e executada por tantas orquestras brasileiras.
Convém também informar que esta música foi espacialmente desenvolvida para o movimento Armorial liderado por Ariano Suassuna.

Cláudio Santoro







Claudio Franco de Sá Santoro


Claudio Franco de Sá Santoro (Manaus, 23-11-1919 - Brasília, 27-03-1989) foi um dos mais inquietos e polivalentes músicos de nosso tempo. Menino prodígio, inspirado criador e brilhante intérprete, dinâmico organizador, lúcido pedagogo e incansável pesquisador, desenvolveu nacional e internacionalmente intensa atividade como compositor, regente, professor, organizador, administrador, articulista, jurado, representante brasileiro em conferências e organizações internacionais, tendo sido convidado de diversos Governos e instituições estrangeiras.


Foi distinguido com os seguintes Prêmios: Orquestra Sinfônica Brasileira (1943), Chamber Music Guild de Washington e RCA Victor (1944), Interventor Dornelles (1945), Guggenheim Foundation Fellowship (New York, 1945), Governo Francês para estudos de pós graduação em Paris (1947), Lili Boulanger (Boston, 1948), Berkshire Music Center (Boston, 1949), Medalha de Ouro da Associação de Críticos Teatrais do Rio de Janeiro (1950), numerosos prêmios para trilha sonora de filmes, inclusive o Estadual de São Paulo e Medalha de Ouro da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (entre 1951 e 1958), Internacional da Paz (Viena, 1953), Saci (Oscar brasileiro, 1954), Estado de São Paulo (1959), Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1960), Ministério da Educação e Cultura (pela inauguração de Brasília -1960), Associação Jornalistas de Brasília (1964), Jornal do Brasil (1965), Melhor Obra do Festival da Guanabara (1970) Governo do Estado do Rio (1973), Golfinho de Ouro (1977), Moinho Santista (1979), Ciccilo Matarazzo (1985), Shell (1985), Lei Sarney (1987).


Recebeu as seguintes condecorações: Governo do Amazonas (1969), Bundesverdienstkreuz (Rep. Federal Alemã, 1979), Medalha do Mérito do Estado do Amazonas (1982), Ordem do Rio Branco (1985), Ordem do Mérito de Brasília (1986), Governo da Bulgária (1986), Governo da Polônia (1987), Ordem do Mérito do Alvorada (1987), Governo da França (póstumo, 1989). E a Câmara Legislativa do Distrito Federal – através de projeto da Deputada Lúcia Carvalho – concedeu-lhe o titulo de Cidadão Honorário de Brasília, em sessão solene realizada no Teatro Nacional Claudio Santoro em 01-08-2003 e a Universidade de Brasília concedeu-lhe o título de Doutor Honoris Causa em 19-10-2005.


Convidado pelo Governo da República Federal Alemã para o Programa "Artista Residente de Berlim Ocidental (1966/7) e pela Fundação Brahms para Artista Residente da Casa de Brahms (Baden Baden), entre os cargos desempenhados, títulos e atividades destacam-se:


Fundador e Maestro Titular das Orquestras de Câmara da Rádio MEC e da Universidade de Brasília, das Orquestras Sinfônicas da Rádio Club do Brasil e do Teatro Nacional de Brasília; Professor Titular, Coordenador para os Assuntos Musicais, Diretor e Organizador do Departamento de Música da Universidade de Brasília; Presidente da Ordem dos Músicos do Brasil (Seção Brasília); Diretor Musical da Fundação Cultural do Distrito Federal; Membro do Conselho Diretor do Conselho Interamericano de Música (O.E.A); Organizador e Diretor do Centro de Difusão e Informação para a música da América Latina junto ao Instituto de Estudos Comparativos da Música e Documentação (Berlim Ocidental); Membro da Academia Brasileira de Música, da Academia Brasileira de Artes e da Academia de Música e Letras do Brasil, da qual foi Presidente. Entre 1970 e 1978 foi, por concurso, Professor de Regência e Composição, Diretor da Orquestra e do Departamento de Músicos de Orquestra da Escola Estatal Superior de Música Heidelberg Mannheim, na Alemanha Ocidental.


Regente convidado das mais importantes orquestras do mundo Filarmônica de Leningrado, Estatal de Moscou, RIAS Berlin, ORTF Paris, OSSODRE Montevidéu, Beethovenhalle Bonn, Sinfônica da Rádio de Praga, Filarmônica de Bucarest, Sinfônica de 0 Porto, Filarmônica de Sofia, PRO ART (Londres) Île de France (Paris), Sinfônica da Rádio de Leipzig, Sinfônica de Magdeburg, Filarmônica de Varsóvia etc. alem de todas as Orquestras brasileiras.


Claudio Santoro faleceu em Brasília a 27 de março de 1989, regendo, durante o ensaio geral do 1º concerto da temporada, que seria em homenagem ao Bicentenário da Revolução Francesa. Sua atuação a nível artístico, educacional e político foi marcante e influenciou várias gerações, tendo dado vida a inúmeras organizações de caráter musical ou cunho pedagógico e fisionomia a instituições de ensino e até mesmo a cidades.


Após sua morte, o Governador Orestes Quércia (SP) baixou decreto dando ao Auditório de Campos de Jordão o nome de Claudio Santoro. A Prefeitura de Uberlândia deu seu nome a uma praça e a Prefeitura de Cascavel também assim denominou sua Sala de Espetáculos. E a 1º. de setembro de 1989 o Senado Federal - através de projeto do Senador Maurício Correia, aprovado pela Comissão do Distrito Federal - promulgou Lei que denomina de Teatro Nacional Claudio Santoro o até então Teatro Nacional de Brasília.


Em sua homenagem, e destinada a se ocupar das artes em geral, foi criada em Brasília em 1995 a Associação Cultural Claudio Santoro- cujo primeiro Presidente foi o insigne amazonense, Senador Bernardo Cabral - atualmente presidida pela pianista e profa. dra. Jaci Tofano.

Site:http://www.claudiosantoro.art.br/Santoro/open.html






segunda-feira, 22 de novembro de 2010

VÍDEOS

FLAUTA DOCE


É comum pensar que flauta doce é um instrumento para crianças, e por isso, não é um instrumento profissional. Este engano se deve ao largo emprego deste instrumento na educação musical infantil devido a sua relativa facilidade e seu tamanho, entretanto, a flauta doce é um instrumento que, para ser executado corretamente deve-se exercitar exaustivamente como qualquer outro instrumento. O flautista doce deve tocar no mínimo os quatro naipes básicos do instrumento (soprano [em DO], contralto [em FA], tenor [em DO] e  baixo [em FA]), é nescessário saber no entanto que há ainda flautas em Ré em Sol  e  flautas Contra-Baixo e Sub-Baixo.
Vejam os seguintes sites para se aprofundar mais:

Marquêz de Condorcet

Foto: Condorcet

Condorcet acreditava que a perfeição só seria alcançada com a educação.


“Conservemos por sabedoria o que adquirimos pelo entusiasmo.”

“Sob a mais livre das constituições, um povo ignorante é sempre escravo.”


Menos de três anos depois da tomada da Bastilha, em 14 de julho de 1789, data oficial do triunfo da Revolução Francesa, a Assembleia Nacional, que havia sido investida de poderes constituintes, recebeu um projeto de organização geral da instrução pública elaborado pelo marquês de Condorcet (1743-1794). Um dos líderes ideológicos da revolução, o matemático e filósofo ocupava uma cadeira de deputado pela cidade de Paris (leia a biografia no quadro acima). Seu projeto, apresentado na ocasião, era uma tradução para o campo educacional dos ideais iluministas que nortearam o processo de revolução (saiba quais são no quadro da página 18).

Assim como a data simboliza o fim do absolutismo e a vitória da democracia, tanto quanto a substituição da aristocracia pela burguesia no poder político e econômico, o projeto de Condorcet - embora não tenha sido aprovado pela assembleia - construiu o arcabouço de uma nova Educação. "A Revolução Francesa materializava, por intermédio dele, a criação do modelo da escola do Estado-Nação: única, pública, gratuita, laica e universal", diz Carlota Boto, professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).

Na concepção do marquês, a instrução era não só do Estado como também uma condição básica para o seu funcionamento. "O projeto de Condorcet tem um claro compromisso com a meta de uma sociedade democrática", prossegue Carlota Boto. "Ele entendia que de nada adiantava declarar um povo como portador de direitos - e a Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão era a marca da revolução - se cada um dos indivíduos não pudesse desfrutar deles." 

sábado, 20 de novembro de 2010

Frase do dia.

Quem abre uma escola fecha uma prisão (Victor Hugo 1802-1885).